A Mãe Natureza é Real?
A natureza não é uma deusa autossuficiente ou uma divindade soberana, mas sim uma criação dependente, mutável e finita feita pelo Criador. Longe de ser venerada como “mãe”, a criação clama pelo cuidado responsável e ético do ser humano — que foi instituído como seu cultivador, guardião e mordomo no plano divino.
A Natureza, tão colossal, completa e essencial que é atribuído a ela o título de divindade. Descrita como o ambiente em que todos os seres vivos moram e são concebidos, mas que ela própria não necessita deles.
Quando a natureza prospera, os seres prosperam. Quando ela padece, os seres padecem. Ela está aqui há muito tempo, sendo palco das trindades imutáveis como: nascer, viver e morrer. Podendo nos acolher, ou nos abandonar.
A natureza está preparada para evoluir, é maior e mais forte que os humanos e qualquer outra espécie. Então, será que ela precisa de nós?
Se não, porque aparentemente somos os queridinhos dela?
Se sim, porque fazemos tanto mal a ela?
Em Romanos 8:19 diz que a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus. Dando a entender que a natureza tem vontade, assim como qualquer outra existência.
De qualquer forma, ela sendo uma deusa não deveria sofrer em nossas mãos. A não ser que tenhamos muito poder… Ou, talvez a mãe natureza não seja uma divindade…
Então, o que seria?
Para responder essa pergunta precisamos voltar na história, desvendar cada mitologia, analisar as ideologias, olhar para a ciência e se aprofundar na bíblia. E essa decisão levanta questionamentos que irão nos guiar:
- O que a Natureza realmente é?
- Qual é o papel da Natureza?
- e Qual é a nossa responsabilidade perante ela?
É o que ouviremos agora!
O que a Natureza realmente é?
Ao ouvir “Mãe natureza”, provavelmente você imaginou a natureza como uma criação poderosa ou como uma entidade divina em forma de mulher.
Como é amplamente conhecida por causa da mitologia Grega, a qual dá um nome para a mãe terra, chamando-a de Gaia.
De acordo com essas lendas e mitos criados pelos gregos na antiguidade, Gaia é a segunda divindade primordial, sendo a primeira o próprio caos. Gaia, representando um imenso potencial gerador de uma mulher fértil, deu origem a entidades como o céu, a luz, as montanhas, o abismo, a noite, as trevas, o amor, os titãs e outros seres como Urano, que se tornou seu marido que comia os próprios filhos devido a previsão que teve de que iria perder o domínio por um de seus filhos. Previsão que se concretizou com Cronos, o filho mais cruel que odiava a luxúria de seu pai e conspirou com a própria mãe para derrotá-lo. Porém, Cronos foi tirano com seus próprios irmãos, fazendo com que Gaia tramasse novamente. Dessa vez com Zeus, que derrotou seu pai Cronos, porém, assim como os demais soberanos, foi injusto. E Gaia, pela terceira vez, se revoltou, mas não teve poder suficiente para destronar seu filho Zeus.
Nesse novo reinado houve uma divisão dos reinos: Zeus ficou com os céus, Hades com o submundo e Poseidon com as águas. Ninguém ficou com a Terra, pois era domínio de Gaia.
Porém, anos depois, a 2.500 anos atrás, nasce a Filosofia com pensadores insatisfeitos com essas explicações politeístas e fantasiosas, substituindo assim o mito pela razão. Conhecidos como os Filósofos da Natureza cuja busca principal era pelo princípio básico para compreender a verdadeira origem do universo. Portanto, as suas observações se dão na natureza e nas suas transformações. Mostrando que a admiração é um atributo importante para o desenvolvimento da humanidade.
Sendo que Tales de Mileto é considerado o primeiro dessa filosofia ocidental e apontou a Água como sendo o elemento primordial. Já o Demócrito propôs como elemento fundamental os Átomos.
Surgindo assim várias escolas filosóficas no que ficou conhecido como o período Pré Socrático. Sendo Empédocles o criador da famosa teoria dos Quatro elementos: Terra, Fogo, Ar, Água.
Quanto a Aristóteles e a Platão, eles consideravam o conceito de natureza como algo concreto mas que depende de algo sobrenatural e essencial, o Metafísico. Indo para o Oriente, o Chines Confúcio defendia a harmonia entre a natureza e os princípios.
Atualmente compreendemos através da ciência que a vida em si depende de diversos e inúmeros fatores para existir, o que torna tudo mais complexo e, consequentemente, milagroso.
O que podemos tirar disso tudo é que a Natureza é tão extraordinária e importante para nós que não devemos, de forma alguma, negligência-la.
Em Gênesis, quando Deus criou os Céus e a Terra, Ele ordena no capítulo 1 e versos 11 e 12 o seguinte (Lerei apenas as partes grifadas para melhor dinâmica):
“E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente está nela sobre a terra; e assim foi.”
“E a terra produziu erva, erva dando semente conforme a sua espécie, e a árvore frutífera, cuja semente está nela conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.”
Gênesis 1:11-12
Logo após, nos versos 20 e 21 o Senhor diz:
“E disse Deus: Produzam as águas abundantemente répteis de alma vivente; e voem as aves sobre a face da expansão dos céus.”
“E Deus criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie; e viu Deus que era bom.”
Gênesis 1:20-21
E então, no versículo 24 Deus dá mais uma ordem:
“E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie; gado, e répteis e feras da terra conforme a sua espécie; e assim foi.”
Gênesis 1:24
Em todo instante o criador ordena que a terra e as águas produzam, o que a primeiro momento não quer dizer muita coisa. Mas a situação muda no versículo 26:
“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.”
Gênesis 1:26
Três pontos devem ser destacados aqui:
1° Deus fala que faz o homem no sentido pessoal, Ele mesmo fazendo e conforme a sua imagem. Além de colocar essa ação no plural, confirmando a Palavra no capítulo 1 de João, onde é descrito que toda a Trindade estava ali presente naquele momento.
2° Isso é diferente dos seres vivos anteriores, em que as águas e a própria terra são ordenadas a produzir.
3° Imediatamente é atribuído ao homem o domínio sobre todos os seres e sobre a terra.
E isso nos esclarece que a terra é uma criação ao mesmo tempo que é o laboratório do Criador, a mesa do Arquiteto, a bancada do Carpinteiro.
Mas, sinto que falta alguma coisa, então:
Qual é o papel da Natureza?
Para alguns céticos, a Terra é como uma grande Espaçonave navegando pela imensidão do Espaço, nós somos os tripulantes e essa Espaçonave possui um requintado, porém frágil, suporte de vida.
Cientificamente, é o início e o fim da vida dos seres, mas isso é irrelevante para a natureza, pois tudo se transforma.
Para a Filosofia a Natureza não só tem a função de manter a vida como também de explicá-la. Dando-nos a oportunidade para recreação, contemplação e inspiração, beneficiando o psicológico e o autoconhecimento.
No aspecto teológico, o cargo da Natureza é ainda mais profundo.
Salmos 148:3-10 relata a adoração da criação para Deus:
“Louvai-o, sol e lua; louvai-o, todas as estrelas luzentes.”
“Louvai-o, céus dos céus, e as águas que estão sobre os céus.”
“Louvem o nome do Senhor, pois mandou, e logo foram criados.”
“E os confirmou eternamente para sempre, e lhes deu um decreto que não ultrapassarão.”
“Louvai ao Senhor desde a terra: vós, baleias, e todos os abismos;”
“Fogo e saraiva, neve e vapores, e vento tempestuoso que executa a sua palavra;”
“Montes e todos os outeiros, árvores frutíferas e todos os cedros;”
“As feras e todos os gados, répteis e aves voadoras;”
Salmos 148:3-10
Essa passagem é o Ambiente relembrando a sua própria criação em cada aspecto para exaltar o Todo-Poderoso. Reparem também que é mencionado um decreto que não ultrapassarão, guarde essa informação.
De certa forma, ao falar do conceito e da origem da natureza, tratamos também da sua função no mundo, pois a palavra Natureza vem do latim natura que significa nascimento.
Mas dizer que a Natureza é um fundamento, um palco, uma base para vida e para tudo que há, é muito superficial. Pois Deus criou a terra a partir dos céus, os pilares do universo vem do céu. Isso é perceptível no primeiro versículo de Gênesis:
“No princípio criou Deus o céu e a terra.”
“E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas.”
Gênesis 1:1-2
A Terra veio depois do céu e ela, não tendo forma e sendo vazia, recebeu as ordens do Criador no céu. Portanto, a Natureza está sujeita ao céu, não podendo ser adorada, pois o único digno é o Senhor.
Apóstolo Paulo em sua carta aos Romanos fala claramente sobre isso: Que, mesmo manifestando o Criador, apesar de vermos Deus em tudo, a glória ainda é de Deus. Romanos 1:20-23:
“Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis;”
“porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram.”
“Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos”
“e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal, bem como de pássaros, quadrúpedes e répteis.”
Romanos 1:20-23
Além da natureza e dos animais, Paulo também trata da adoração ao próprio homem, que não deixa de ser criação. Deixando bem claro que ao contemplar as coisas criadas, percebendo o toque divino e a demonstração de poder, deveríamos adorar o Senhor. E aqueles que trocam a glória imortal se dizendo sábios, tornaram-se loucos.
Mas, não só isso, prosseguindo nos versos 24 e 25 diz:
“Por isso Deus os entregou à impureza sexual, segundo os desejos pecaminosos dos seus corações, para a degradação dos seus corpos entre si.”
“Trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amém.”
Romanos 1:24-25
A ênfase nas consequências revela a gravidade do erro que é adorar a criação e a criatura ao invés do Criador.
Atitude essa semelhante à filosofia de Epicuro, “O profeta do prazer e da amizade”, o qual identificava o bem soberano como sendo o prazer. Assim como o Hedonismo, que pregava que a base moral era o prazer, sendo o modo de obtenção da felicidade humana.
Cada uma, idolatrando o prazer, centralizando o homem, a criação, para ser cultuado. Uma clara inversão de valores.
Portanto, podemos resumir que a função da terra é gritar ao mundo o quão perfeito, maravilhoso, poderoso é o Senhor e o único digno de ser adorado.
Dito isso…
Qual é a nossa responsabilidade perante ela?
Por muito tempo, os seres humanos viam a Natureza como uma entidade tão poderosa e firme, que era digna de veneração. Mas essa imagem está sendo desconstruída, devido ao choque de realidade que tivemos das nossas próprias ações.
Atitudes essas de uma enorme negligência e maus tratos que fizeram o meio ambiente decair, estamos observando as consequências da nossa falta de zelo.
(Nesse âmbito, não quero me estender mais, mostrando pesquisas, dados e artigos para comprovação, pois acredito que todos saibam minimamente sobre esse assunto ao mesmo tempo que vocês podem ver por si só.)
Dessa maneira, quero trazer uma outra ótica sobre esse assunto.
De que isso não se trata de uma desconstrução, mas sim de uma revelação de algo que sempre existiu. É como se fosse uma ilusão que está caindo, pois a humanidade sempre teve o domínio sobre a Terra e o dever de cultivar e guardar.
Verdade essa que Lynn White, um historiador Americano, publicou em 1967 em seu artigo intitulado de “Raízes históricas da nossa crise Ecológica” onde usava como base o Cristianismo, afirmando que Deus autorizou o homem a dominar a Natureza, conforme descrito em Gênesis.
Nesse caso, vamos repetir Gênesis 1:26:
“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.”
Gênesis 1:26
Antes de discorrer mais, vamos ler os versos 28-30
“E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.”
“E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.”
“E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi.”
Gênesis 1:28-30
São usadas diversas palavras: Abençoar, Frutificar, Multiplicar, Encher, Sujeitar, Dominar, Dar tudo que há na Terra e que será para o nosso Mantimento. Palavras do próprio Deus.
Tudo entregue ao homem e para a responsabilidade do homem. Não só uma ordem para os homens, mas também um decreto para a Natureza. Lembra da informação que pedi para guardar? Sobre um decreto que jamais mudará? (E os confirmou eternamente para sempre, e lhes deu um decreto que não ultrapassarão. Salmos 148:6) Pois então.
Diante desses fatos, em que a ciência confirma a bíblia e vice-versa, podemos enxergar com clareza que:
Afinal, mesmo nós, seres imperfeitos e pequenos, temos a capacidade de subjugar a terra. Fato esse comprovado empiricamente.
Mas, para maior embasamento, quero expandir ainda mais o seu conhecimento. Ao ler o capítulo 6 de Gênesis, nos deparamos com a famosa história de Noé e sua arca. Tudo deu início com a perversidade do homem, que fez com que o Senhor se arrependesse de tê-lo criado. Mas ao invés de condenar apenas o homem, todos os animais da Terra foram incluídos nessa aniquilação. O versículo 7 deixa isso claro:
“Disse o Senhor: ‘Farei desaparecer da face da terra o homem que criei, os homens e também os animais grandes, os animais pequenos e as aves do céu. Arrependo-me de havê-los feito’.”
Gênesis 6:7
Por causa do homem, a criação iria perecer e, por causa de um homem, chamado Noé, a criação foi poupada e teve a oportunidade de continuar com a sua linhagem.
Estamos num cenário parecido, onde palestras, estudos, pesquisas e debates mundiais estão tratando do impacto da sociedade no meio ambiente. Conscientizando do mal que estamos fazendo e buscando soluções para reverter essa situação.
Incentivando o uso de energia renovável, materiais reciclados, diminuir os desperdícios, dar fim adequado ao lixo, dentre outros. Além de analisar planos para um desenvolvimento com responsabilidade ambiental.
E de fato, esse senso de dívida e de dever está se espalhando em todos os lugares e inspirando várias artes e estilo de vida. Porém, durante as pesquisas para este Webdoc, descobri alguns movimentos que se dizem centrados no ecossistema mas que são heresias, como o Ecofeminismo e a Ecossexualidade, também conhecidos como Pólen-amoros. Os ecossexuais estão tentando mudar as “lentes” pelas quais as pessoas veem a Terra, prostituindo-se pela natureza, idolatrando elementos naturais, se opondo ao casamento tradicional ao mesmo tempo que promovem casamentos com a terra (Movimento ecossexual na CNN Brasil), deturpando a contemplação e realizando rituais tidos como naturais. Pregando que a Terra é como uma amante, não mais como uma mãe. Portanto, segundo eles, é justificavel fazer sexo com a natureza, pois isso diminui o estresse do ecosistema e o impacto negativo, salvando, assim, a natureza.
É, pois é, isso é extremamente… Enfim, imagino que você completou a frase conforme a conclusão que tirastes. Sendo sincero, não recomendo que pesquise sobre o assunto, por mais que eu apoie o senso crítico e incentive a pesquisar, sair da caixinha, ler e questionar. Nesse assunto específico, digo que não há necessidade. Fiz um resumo bem simples e direto para que não precises se aprofundar nisso.
Todavia, há coisas belas e interessantes também. Particularmente, gosto muito do conceito e da arquitetura do SolarPunk. Um gênero dentro da ficção científica que reage contra o pessimismo sobre o futuro. Ou seja, é uma reação contra um futuro distópico. Com o objetivo de trazer histórias otimistas para encorajar as pessoas a mudarem o presente. Curiosamente, o primeiro livro titularmente identificado dessa forma foi brasileiro: Solarpunk: Histórias ecológicas e fantásticas em um mundo sustentável, publicado em 2012 e organizado por Gerson Lodi-Ribeiro. Mas devo ressaltar que as ideologias políticas, de moda, econômicas e da biologia humana retratadas nessas ficções não são do meu interesse. Mas aprecio muito a estética arquitetônica, que, como podes ver nas imagens, são magníficas. Elas contrapõem principalmente o Steampunk, Cyberpunk e o Dieselpunk. Ilustrando uma harmonia da sociedade com o biossistema, tanto a fauna quanto a flora.
Em suma, a criação tem sofrido e carecido de cuidado. Logo, podemos concluir que ela, de certa forma, precisa de nós. Onde está isso na Bíblia? Em Romanos 8:19-25, vamos ler versículo por versículo:
“19 A ardente expectativa da criação aguarda a revelação dos filhos de Deus.”
Isso é muito forte. A natureza clama com grande expectativa a manifestação dos filhos Deus, daqueles que entendem o seu papel no mundo e cumpre o seu dever com maturidade e conhecimento. A criação criada espera por isso.
“20 Pois a criação está sujeita à vaidade, não por sua própria vontade, mas por causa daquele que a sujeitou,”
De forma simples, nós sujeitamos a Natureza à futilidade contra a sua própria vontade. Submetendo-a a nossa própria vaidade para satisfazer nossos desejos pecaminosos. Entende agora o peso e a raíz de todo esse desastre?
“21 na esperança de que a própria criação será libertada do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus.”
E ela aguarda pois tem esperança de que será liberta dessa escravidão de decadência em que se encontra para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus.
“22 Porque sabemos que toda a criação a um só tempo geme e suporta angústias até agora.”
Toda a natureza está gemendo e suportando até os dias de hoje. Em outras versões da bíblia, é comparado a dores de parto.
“23 E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo.”
Aqui é dito que até mesmo nós gememos em nosso interior. Por mais que tenhamos os primeiros frutos do Espírito, ainda há aquela voz dentro da gente que clama por socorro, que espera ansiosamente pela adoção de filho, ou seja, que espera pelo Pai.
“24 Porque na esperança fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança. Pois quem espera o que está vendo?”
Esperança essa que não falha, que já nos salvou, temos essa garantia do próprio Senhor. E Paulo faz um questionamento para nos ensinar que a esperança não é necessariamente visível. Dizendo:
“25 Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos.”
Ou seja, a resposta para a angústia da Natureza somos nós, e a resposta para a nossa dor é o Pai. Que logo virá e nos levará.
Conclusão:
A Natureza não pode nos dominar, mas ela determina certas coisas em nossas vidas e no mundo, justamente por ser a obra do Criador. Isso inclui a nossa responsabilidade para com ela, que é de cuidador, cultivador e guardião. Por isso devemos preservar certas condutas, aspectos e alicerces que ela possui, que são verdades imutáveis vindas do Céu. As quais nada podemos fazer para mudar, mas sim lançar fora toda a nossa altivez, vaidade e orgulho.
Por mais que ela não seja um deus, ela exala a divindade do Todo Poderoso, manifestando o design do Arquiteto e exibindo a assinatura do Autor.
Portanto,
Sendo mais específico, somos os jardineiros, os mordomos do Senhorio.
Assista ao Documentário Completo
Episódio 2 da série Ouviremos, concebido no formato Webdoc para articular mito, filosofia, ciência e Escritura.
Fontes e Referências Citadas
- • Conceito de Natureza: Significado da Natureza (O que é, Conceito e Definição)
- • Filosofia: Pensamentos Filosóficos sobre a Natureza – Pensador
- • Pré-Socráticos: Tales de Mileto: quem foi, ideias e importância – Brasil Escola
- • Filosofia da Natureza: Veja os Filósofos da Natureza – Resumo de Filosofia Enem
- • Filosofia Helenística: Epicurismo – Toda Matéria
- • Mitologia Clássica: Gaia – Brasil Escola
- • Panteão Grego: Mitologia grega: o que é, deuses e heróis – Brasil Escola
- • Movimentos Contemporâneos: Movimento “ecossexual” promove casamentos que celebram a Terra | CNN Brasil