Como tudo começou
Final de 2019
No final de 2019, entre muitas conversas com o meu pastor, comentei algo que o Espírito Santo tinha colocado em mim:
“O Fruto está Longe da Raiz”.
Não tinha explicação nem contexto, foi como se Deus tivesse jogado aquilo no meu peito e ficado esperando pra ver o que eu ia fazer com isso, simples assim. Depois de dias remoendo a frase e ouvindo o Apóstolo, comecei a entender um pouco melhor o recado e, junto com esse entendimento, uma vontade antiga, de anos, voltou a crescer dentro de mim: falar na internet.
2020 — o ano da pandemia
Entrei em 2020 formado em Técnico de Enfermagem, bem no ano da pandemia, e em abril publiquei no Instagram um vídeo simples chamado “O Fruto está Longe da Raiz”, mas eu ainda não tinha entendido qual formato Deus realmente queria que eu seguisse.
Logo depois, em novembro, passei a liderar a Rede de Jovens e Adolescentes da igreja, e os vídeos ficaram parados, o ministério, o trabalho na linha de frente contra a pandemia e a agência da minha família tomaram meu tempo e minha atenção.
2021 — 2022
As coisas voltaram a se mexer um ano depois, em outubro de 2021 concluí o projeto da Rede e em março de 2022, por um direcionamento que entendi vir de Deus, saí do emprego no hospital, deixando a enfermagem.
Então, em maio de 2022, acordei com uma frase na cabeça, quase da mesma forma estranha de três anos antes:
“O seu primeiro vídeo será A Rotina do Seu Coração”.
De novo aquela sensação de Deus jogando algo no meu peito esperando pra ver o que eu faria. Na época, e até hoje, acho isso engraçado.
O formato
Dessa vez o projeto ganhou forma de verdade, pois os anos que se passaram entre a primeira frase e essa segunda, foram o tempo que eu precisava para amadurecer, estudar mais a fundo as ideias que o mundo prega e para apurar o senso crítico.
Foi nesse intervalo que voltei a assistir documentário e webdocs, documentários pensados para internet, que percebi o formato que eu queria seguir. Diferente da maioria dos canais cristãos e de lifestyle, que basicamente são alguém olhando pra câmera e pregando, eu decidi que faria webdocs cristãos.
O nome
Mas faltava o nome, eu até gostaria de poder dizer que veio de uma palavra profética, cheia de arrepio, mas não foi bem assim. Foi num dia tão comum que nem lembro direito como foi: a ideia simplesmente surgiu na minha cabeça enquanto eu caminhava no quintal de casa (às vezes ando em círculos pra pensar melhor, não me pergunte o motivo) mandando uma mensagem de áudio para o revisor dos artigos, contando que meu objetivo era fazer algo bom de se ouvir, foi nesse instante que veio a epifania: Ouviremos.
Não apenas no sentido de parar um instante pra escutar, mas também de cultivar a cultura de ouvir mais e falar menos. Logo depois, veio outro significado:
“Ouviremos o som da trombeta, ouviremos o Senhor dizer: ‘servo bom e fiel, entra no gozo do teu Senhor’”
Mateus 25:21O nascimento
Foi assim, resumidamente, que o Ouviremos nasceu. Comecei a anotar temas, a dissertar sobre os que escolhia, a escrever os roteiros, fazer exercício vocal, gravar a narração, tratar o áudio, montar o audiovisual e definir a identidade visual.
Com o tempo, os primeiros sete episódios acabaram formando o primeiro livro, ideia essa do escritor Wesley Santos. E foi assim, o último episódio abordado no livro, que deu nome ao meu primeiro livro: Vou Começar.
O Ouviremos segue como concluí lá no fim do livro: de nada adianta conhecer o propósito, a identidade e o chamado se a gente não sai do lugar, nós não precisamos conhecer tudo para viver, pois vivemos para conhecer, sendo que o conhecimento não é o alvo.
Entender melhor a vida sem fugir da verdade dela
Atualmente eu, Thalles Diamantino, não busco conhecimento incessantemente, pois acredito que não preciso saber de tudo, e dessa forma o Ouviremos gira em torno de uma mesma busca praticamente:
Entender melhor a vida sem fugir da verdade dela
Algumas coisas que o Ouviremos acredita
- A vida é um sopro
- O processo te profissionaliza
- O básico é base para o extraordinário
- Milagre não se explica, se vive
- Viva debaixo de direções, não de opiniões
- O perfeito amor expulsa o medo pois dá vida
E, ao meu ver, a mais importante seria essa:
“A consciência da realidade vos libertará, vos dará autonomia para agir livremente”
Não para viver sem Deus, até porque ao meu ver não há vida longe dEle, mas para parar de viver sem lucidez.
Se quiser continuar
- Caso prefira assistir, o canal está aqui (abre em nova aba).
- Caso prefira ler, os artigos estão aqui.
- Caso desejas entender melhor o livro que nasceu dos primeiros episódios, conheça Vou Começar.
- E se quiser conhecer melhor quem escreve tudo isso, também pode ver o site do autor (abre em nova aba).
No fim das contas, o Ouviremos é para lembrar que viver bem exige atenção e estar desanuviado ao mesmo tempo.
E que, muitas vezes, na vida real, aquilo que muda uma história não é um grande acontecimento.